Resumo

A tesouraria de uma igreja com sede e congregações se apoia em 6 coisas: um plano de contas único para todas, um tesoureiro em cada congregação, regras de repasse por escrito, fechamento mensal, acesso definido por função e relatórios que dá para exportar. Se faltar uma delas, cedo ou tarde a planilha deixa de dar conta.

Com um templo só, a tesouraria cabe numa planilha bem feita. Quando a igreja passa a ter duas, três ou dez congregações, a planilha vira motivo de briga. Cada tesoureiro lança de um jeito, o repasse para a sede atrasa, ninguém sabe ao certo quem deve quanto a quem, e a véspera da assembleia vira uma noite mal dormida.

Este guia descreve as 6 coisas que a tesouraria de uma rede de congregações precisa ter, use você um sistema ou uma planilha caprichada.

1. Um plano de contas único para todas as congregações

A primeira regra é simples e quase nunca é seguida: todas as congregações lançam no mesmo plano de contas. Se a sede chama de "Dízimos", uma congregação chama de "Ofertas - dízimo" e outra de "Entrada dízimo", o relatório da rede nunca fecha, e a liderança não consegue comparar uma congregação com outra.

O plano de contas deve ter contas pai e filhas, e quem define é a sede. Uma congregação pode pedir uma subconta nova (por exemplo, "Manutenção predial - telhado"), mas a estrutura principal é a mesma para todas. No Religio é assim: a organização tem um plano de contas só, e dá para bloquear contas para uma congregação específica.

2. Cada congregação com a sua tesouraria

Uma pessoa na sede lançando tudo não funciona com mais de duas congregações. Cada congregação precisa do seu tesoureiro, com acesso só aos lançamentos dela. Os ganhos são estes:

  • O lançamento é feito quando o dinheiro entra ou sai, sem fila na sede.
  • O tesoureiro local conhece a congregação e sabe, por exemplo, que aqueles R$ 200 são a contribuição mensal de tal família.
  • Se o tesoureiro de uma congregação sai, só aquela congregação precisa se reorganizar.

A liderança da sede (pastor presidente, tesoureiro geral) consulta todas as congregações sem precisar lançar nada. A página para pastor presidente mostra como fica o painel.

3. Regras de repasse por escrito, calculadas pelo sistema

Numa rede organizada existe uma regra clara de quanto cada congregação repassa à sede: um percentual ("10% da arrecadação do mês") ou um valor fixo ("R$ 500 toda primeira quinta-feira do mês"). Definir a regra é a parte fácil. O difícil é cumprir todo mês.

Se o tesoureiro local precisa lembrar de calcular e lançar o repasse todo mês, uma hora ele esquece, cada congregação calcula de um jeito e o atrito com a sede cresce. O melhor é cadastrar a regra uma vez: o sistema calcula o valor de cada mês, o tesoureiro confirma e o histórico fica guardado.

A regra de repasse precisa responder:

  • Qual é a base de cálculo: só os dízimos, toda a arrecadação, ou tudo menos algumas contas?
  • Qual é a frequência: mensal ou quinzenal?
  • Em que dia o repasse é feito: dia 5, último dia útil?
  • O que acontece se a congregação fechar o mês no vermelho: repassa assim mesmo ou suspende?
  • Quem confirma o repasse: o tesoureiro local, o tesoureiro geral ou os dois?

4. Fechamento mensal que protege o passado

Sem fechamento mensal, qualquer pessoa pode mexer em lançamentos antigos sem que ninguém perceba. O relatório apresentado na assembleia há três meses pode estar diferente hoje, e não há como saber quem mudou. Pior: o tesoureiro do ano passado pode descobrir que os números mudaram depois que ele já deixou o cargo.

O fechamento funciona assim:

  • No fim do mês, o tesoureiro confere todos os lançamentos.
  • Ao confirmar, o mês fica travado: ninguém altera lançamentos daquele período sem reabrir o mês.
  • Reabrir exige permissão de administrador, fica registrado e o mês precisa ser fechado de novo.

Assim os relatórios oficiais continuam valendo, e quem prestou contas no passado fica protegido.

5. Acesso definido por função

Tesouraria é assunto sensível. O dízimo de cada membro mostra quanto ele contribui, e poucas pessoas deveriam ver isso. Numa igreja só, "tem acesso" ou "não tem" até resolve. Numa rede, não resolve.

O sistema precisa permitir, pelo menos, estes perfis:

  • Pastor presidente: vê os números da rede, sem acesso ao dízimo de cada membro.
  • Tesoureiro geral (sede): vê e lança em toda a rede, emite os relatórios e fecha o mês.
  • Tesoureiro local: vê e lança só na própria congregação.
  • Secretário: vê os membros, sem acesso ao financeiro.
  • Auditor: vê tudo e não altera nada.

6. Relatórios e exportação quando pedirem

A assembleia, a denominação e, às vezes, algum órgão público vão pedir relatórios da tesouraria. Você precisa entregar num formato útil (PDF para apresentar, Excel para analisar) e conseguir mostrar de onde veio cada número: quem lançou, quando e o que foi alterado.

  • Relatórios de entradas, saídas e fluxo de caixa, com filtro por congregação, período e conta.
  • Edital de dizimistas, com as contribuições de cada membro no período.
  • Registro de auditoria, com quem alterou o quê e quando.
  • Exportação completa dos dados, que são da igreja e podem ir embora com ela.

Erros que saem caro

Estes são os erros mais comuns na tesouraria de uma rede de congregações:

  • Tudo centralizado na sede. Funciona com 2 templos e quebra com 4. O tesoureiro geral vira gargalo, os lançamentos atrasam e cada congregação monta uma planilha paralela "só para controlar".
  • Repasse feito de cabeça. O tesoureiro local promete repassar 10%, mas no mês apertado pula. A sede só descobre 60 dias depois, e aí vira conflito.
  • Cada congregação com o seu plano de contas. Cada uma cria as próprias contas, e o relatório da rede fica impossível de montar.
  • Sem fechamento mensal. Alguém edita um lançamento do mês passado, e o relatório da última assembleia passa a mostrar outro número. A partir daí, ninguém confia mais nos números da tesouraria.

Próximos passos

Se a planilha da sua igreja está chegando ao limite, vale conversar. O Financeiro do Religio tem estas peças: plano de contas único para a rede, tesouraria separada por congregação, repasses calculados pela regra de cada uma, fechamento mensal, acesso por função e exportação dos lançamentos e dos membros. Para ver como fica do lado do tesoureiro, leia a página para tesoureiro de igreja.

Para ver o sistema com a estrutura da sua rede, agende uma demonstração de 30 minutos. E se quiser comparar o Religio com a alternativa mais conhecida no Brasil, leia Religio vs inChurch.